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sexta-feira, 17 de abril de 2026

O SOL DE YUKI

Título Original: Yuki no Taiyô
Diretor: Hayao Miyazaki
Ano: 1972
País de Origem: Japão
Duração: 5min
Nota: 5

Sinopse: Piloto de série de TV baseado em um mangá original de Tetsuya Chiba, sobre uma garota de 10 anos chamada Yuki. Uma órfã que está sendo adotada por uma família.
 
Comentário: Com certeza minha nota mais baixa em toda a filmografia de Miyazaki, mas como avaliar um trailer? Porque é isso o que este "curta" é, um trailer com cenas desconexas de uma série de TV que nunca aconteceu, então não há uma linha narrativa de um curta metragem e sim uma apresentação de cenas esparsas apresentando os personagens. Então é bem regular, somente quem é fã do diretor vai se interessar em ver e apenas como curiosidade histórica. Mas tenho certeza que se a série tivesse sido produzida seria excelente, porque os personagens cativam mesmo por alguns minutos e sob a genialidade de Miyazaki seria hoje uma joia rara.

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

CORRIDA SILENCIOSA

Título Original: Silent Running
Diretor: Douglas Trumbull
Ano: 1972
País de Origem: EUA
Duração: 89min
Nota: 8

Sinopse: Em um futuro não determinado, um jardineiro espacial se rebela quando recebe ordens de destruir o que resta da natureza, protegida em domos espaciais, pois a Terra conseguiu meios artificiais de sobreviver sem ela.
 
Comentário: Nunca tinha ouvido falar deste filme, o que é estranho já que é dirigido pelo lendário Douglas Trumbull, e acabei vendo uma cena dele no Instagram e fui atrás para assistir. Adoro ficção científica com todo esse design retrô dos anos 70, deviam fazer mais filmes assim com esta estética saudosista porque, pelo menos para mim, funciona bem demais até hoje. Bruce Dern e Ron Rifkin tão novos que são quase irreconhecíveis. Parece ser a primeira ficção científica com um tema sobre ecologia. O filme ainda conta no roteiro com Michael Cimino e Steven Bochco (este último que ficou conhecido pela série Nova York Contra o Crime que adoro). O filme como um todo é muito bom, gera tensão e discussão sobre vários aspectos. E o visual das florestas viajando pelo espaço são de tirar o fôlego. Crescemos com histórias para salvar o planeta e não fizemos absolutamente nada em relação a isso.

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

GRITOS E SUSSURROS

Título Original: Viskningar Och Rop
Diretor: Ingmar Bergman
Ano: 1972
País de Origem: Suécia
Duração: 92min
Nota: 10

Sinopse: Quando uma mulher que morre de câncer no início do século XX, na Suécia, é visitada por suas duas irmãs, sentimentos reprimidos entre elas emergem à superfície.
 
Comentário: Vencedor de um tal Grande Prêmio Técnico no Festival de Cannes (não me perguntem que prêmio é este, não tenho ideia, deve ter sido um prêmio especial daquele ano) e indicado a 5 Oscars (vencedor de Melhor Direção de Arte). Não pude estar com minha irmã quando ela faleceu e este filme me abriu várias feridas, foi bem difícil para mim assisti-lo. Achei um filme grandioso do diretor, que conseguiu combinar tudo aquilo de melhor que ele foi construindo até aqui em sua carreira. Tudo funciona, o clima claustrofóbico, a construção das personagens, o vermelho predominante. Harriet Andersson brilha como nunca, tanto que consegue ofuscar Liv e Ingrid. Os 15 minutos finais é simplesmente catártico.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

RECREIO

Título Original: Zang-e Tafrih
Diretor: Abbas Kiarostami
Ano:1972
País de Origem: Irã
Duração: 14min
Nota: 6

Sinopse: Na hora do recreio, Dara joga bola com seu amigo e, acidentalmente ao quebrar uma janela, fica de castigo. Ao final do dia, quando volta para casa, envolve-se em mais confusões. Kiarostami, com este segundo filme de sua carreira, revela uma vez mais a sensibilidade e delicadeza na abordagem do universo infantil que caracterizará a sua obra.

Comentário: Não há como não comparar este curta com o anterior, O Pão e o Beco, achei este bastante inferior, principalmente se levarmos em consideração que Kiarostami teve quatro minutos a mais para trabalhar em uma história que acaba não acontecendo. Faltou algo, não me perguntem o que, mas quem sou eu para dizer isso do mestre iraniano, né? Só sei que não consegui adentrar tão bem neste curta como no outro, não me prendeu, e a obra do diretor costuma me prender como poucas. Então fiquei com este sentimento esquisito... mas faz parte.

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

O MEDO DO GOLEIRO DIANTE DO PENÁLTI

Título Original: Die Angst des Tormanns beim Elfmeter
Diretor: Wim Wenders
Ano:1972
País de Origem: Alemanha
Duração: 100min
Nota: 7

Sinopse: Depois de permitir um gol fácil, o experiente goleiro alemão Josef Bloch se envolve em uma discussão acirrada com o árbitro. Momentos depois, Josef é mandado embora, embala suas coisas em uma pequena bolsa e pega o primeiro bonde para Viena, para vagar sem rumo de seu hotel barato ao cinema local. Em pouco tempo, Gloria, a caixa educada do cinema, chama a atenção de Josef. Ela parece disposta a ouvi-lo; no entanto, ela pode fornecer um meio catártico de fuga?

Comentário: Baseado em um livro do escritor Peter Handke, ganhador do Nobel de Literatura em 2019. Um escritor que tenho o pé bem atrás pelas posições políticas em apoio ao Slobodan Milosevic e um tremendo negacionista do massacre dos muçulmanos bósnios. É um escritor importante na obra de Wenders, a parceria entre os dois foi retomada nos filmes Movimento em Falso de 1975, na obra prima Asas do Desejo de 1987 e mais recentemente no Os Belos Dias de Aranjuez de 2016. Este filme tem seus momentos, mas está longe de apresentar o que seria o diretor em filmes seguintes (Wim Wenders é o diretor do meu filme favorito) que etão em um patamar muito acima. Mas já podemos ver o cinema das entrelinhas, do vazio existencialista, do contemplativo... Nada é dado mastigado para o telespectador que tem que tirar aquilo que consegue das cenas. É um tipo de cinema que está quase morto, mas que faz muito mais sentido para mim. Achei que a obra meio que conversa com o filme anterior do diretor: Verão na Cidade. Mas senti um gostinho de que faltou algo, não no começo e nem no final, mas no meio do filme. Parece que o filme ficou anos sem poder ser exibido por alguma treta de direitos autorais de músicas que o diretor teve que editar.