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quinta-feira, 14 de agosto de 2025

NIKITA: CRIADA PARA MATAR

Título Original: Nikita
Diretor: Luc Besson
Ano: 1990
País de Origem: França
Duração: 117min
Nota: 8

Sinopse: Uma bela criminosa, condenada à prisão perpétua pelo assassinato de um policial, recebe uma segunda chance: como uma assassina política secreta controlada pelo governo.
 
Comentário: O filme é muito bom, Besson sabe bem como comandar o ritmo do filme, ele funciona perfeitamente bem dentro da ideia de um filme de ação. Dito isso é preciso que eu prefiro o remake americano, e este talvez seja o único filme que isso aconteça. Talvez seja por conta da memória afetiva de criança, muito provavelmente seja por conta da Nina Simone que conheci assistindo o remake, pode ser por conta da Bridget Fonda que eu tenho uma paixão platônica, mas acredito que há elementos no roteiro do remake que o deixaram mais interessante. Mas falando desse filme, fiquei meio chocado como a participação da Jeanne Moreau é subaproveitada demais, a Anne Parillaud dá um show como Nikita, mas confesso que prefiro o Gabriel Byrne no remake do que o Tchéky Karyo aqui. Uma história simples contada em um ritmo que funciona, no geral é isso.

sábado, 19 de outubro de 2024

CLOSE-UP

Título Original: Nema-ye Nazdik
Diretor: Abbas Kiarostami
Ano: 1990
País de Origem: Irã
Duração: 98min
Nota: 9

Sinopse: A verdadeira história de Hossain Sabzian, um cinéfilo que se apresentou como o diretor Mohsen Makhmalbaf para convencer uma família a ser protagonista em seu novo filme.
 
Comentário: A maneira que Kiarostami filmou este filme é de uma originalidade ímpar. Há partes que parecem com um documentário, mas há outras completamente encenadas, o que faz a gente ficar imaginando como é que foi fazer este filme. É impressionante o carisma de Hossain Sabzian, seu amor pelo cinema e pela maneira que nos conquista. Ele é a alma do filme, é ele quem faz o filme acontecer mais do que o próprio diretor, muito triste que tenha morrido depois de um ataque de asma e ficar quatro meses em coma exatamente quando iria fazer outro filme com Kiarostami. A sensibilidade do diretor, óbvio, que conta muito pelo produto final. A cortesia que o povo iraniano te trata na rua é muito diferente do que em qualquer lugar do mundo que eu conheci, e aqui é possível ter um pouco essa experiência. Não diria que é um filme obrigatório, pois talvez não seja o estilo de uma grande maioria, mas para mim e para quem realmente ama cinema é um filme necessário.

quinta-feira, 7 de março de 2024

SUL

Título Original: Süden
Diretor: Christian Petzold
Ano: 1990
País de Origem: Alemanha
Duração: 10min
Nota: 4

Sinopse: Um carro solitário. O vento sopra. A porta de um edifício indefinido se abre: é uma casa de férias, um barracão ou uma ruína? Uma mulher está à janela, talvez devido ao calor. Sul: um lugar de nostalgia.
 
Comentário: Petzold é um dos meus diretores favoritos da atualidade, então fui assistir este curta do diretor com uma certa expectativa muito alta que não fez jus a obra. São 10 minutos de imagens do sul da Alemanha, mas que não me disseram muito, não me conectaram muito. Vivi um curto período de tempo na Alemanha e amo o país, mas nem esse meu apego emocional me vinculou a obra. Achei meio vazia, talvez tenha sido essa a intenção, talvez um peso niilista, mas isso também não da para ter certeza. Talvez se fossem imagens da região em que morei, no entorno da minuscula e desconhecida Wittstock, eu teria amado.