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quinta-feira, 28 de março de 2024

A TERRA E A SOMBRA

Título Original: La Tierra y la Sombra
Diretor: César Augusto Acevedo
Ano: 2015
País de Origem: Colômbia
Duração: 97min
Nota: 10

Sinopse: Um humilde trabalhador canavieiro retorna para casa para encontrar seu neto e lidar com as dificuldades em que sua família está passando.
 
Comentário: Vencedor do Câmera de Ouro e mais outros três prêmios no Festival de Cannes. Que filmaço! Nível de perfeição que fica até difícil falar, direção excelente e um elenco fantástico que pelo que fui pesquisar não achei nenhuma informação sobre eles, fico pensando se não são pessoas comuns do campo. O garotinho José Felipe Cárdenas dá um show de interpretação e Haimer Leal que interpreta o avô é de uma simpatia ímpar. Uma realidade que é tão similar ao Brasil, impossível não se emocionar. Há tantas cenas brilhantes, de detalhes tão importantes, aquele final deslumbrante. Um filme para favoritar, quem reclama de que ele é lento não merece o que está assistindo, vá ver as bobagens de Hollywood. Estou viciado em ouvir o Dueto Remembranzas.

quinta-feira, 6 de julho de 2023

MEMÓRIA

Título Original: Memoria
Diretor: Apichatpong Weerasethakul
Ano: 2021
País de Origem: Colômbia
Duração: 135min
Nota: 9

Sinopse: Desde que foi surpreendida por um forte estrondo ao amanhecer, Jessica não consegue mais dormir. Em Bogotá para visitar a irmã, ela faz amizade com Agnes, uma arqueóloga que investiga vestígios humanos descobertos durante a construção de um túnel. Jessica viaja para ver Agnes no local da escavação. Em uma pequena cidade próxima, conhece Hernan. Eles compartilham memórias à beira do rio e, à medida que o dia chega ao fim, Jessica sente o despertar para uma sensação de clareza.
 
Comentário: Vencedor do Prêmio do Juri no Festival de Cannes. Eu sempre tenho um pé atrás com as películas do Weerasethakul, nunca consigo uma imersão muito boa nos filmes, mas neste aqui finalmente eu consegui. Filme fantástico! Indo completamente na contramão e servindo até como crítica ao mundo frenético de redes sociais e de rapidez, o filme se constrói de maneira lenta, poética e calma ao mesmo tempo em que nos vai instigando sobre o que está acontecendo. Tilda está sensacional. As câmeras fixas me lembraram muito o cinema de Yasujiro Ozu, com uma cenografia linda. O final que fecha tudo com chave de ouro depois de toda uma cena lindíssima com o pescador é só uma cereja no bolo. Finalmente me entreguei aos filmes do diretor.