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quarta-feira, 31 de julho de 2024

UMA LUZ NA NEBLINA

Título Original: Cheraghi Dar Meh
Diretor: Panahbarkhoda Rezaee
Ano: 2008
País de Origem: Irã
Duração: 104min
Nota: 4

Sinopse: Rana e o pai vivem sozinhos e ganham a vida consertando lamparinas e fazendo carvão em uma casa rústica em um local perdido no Irã. O pai sugere que ela se case com Rahmat, um vizinho distante.

Comentário: O filme é experimental demais, não funcionou muito comigo. Há cenas lindas, mas ao mesmo tempo há cenas que não conseguem captar a beleza do norte do Irã. O filme foi feito na cidade de Mazandaran, que eu não conheço, entendo que a neblina faz parte da narrativa no contexto de que os personagens trabalham com lamparinas e carvões (algo que gera luz), mas há lugares maravilhosos no norte do Irã que tornariam o filme mais palatável, pelo menos no que diz respeito a contemplação: Chalous, Ramsar ou Rasht, por exemplo. Não sou muito o público para essas coisas experimentais, gosto de narrativa, diálogos, história. Esperava algo mais.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

A CASA DE PEQUENOS CUBINHOS

Título Original: Tsumiki No Ie
Diretor: Kunio Kato
Ano: 2008
País de Origem: Japão
Duração: 12min
Nota: 10

Sinopse: Conta a história de um velhinho que vive solitário em uma cidade inundada. À medida que a água sobe, o senhor eleva sua casa com pequenos tijolos em forma de cubos, para se manter fora do nível do lago sobre o qual vive. Então, um dia, seu cachimbo favorito cai e vai parar em um andar mais baixo de onde sua real moradia encontrava-se naquele momento. Muito apegado ao cachimbo, ele decide comprar uma roupa de mergulho e ir atrás dele. Ao mergulhar, passa a reviver toda a história dele, de sua família e, claro, a da casa, cujos vários andares, agora estão todos submersos.

Comentário: Ganhador do Oscar de melhor curta metragem animado, que em doze minutos consegue conquistar qualquer coração. Os desenhos são uma maravilha a parte, o que me encanta é conseguir condensar uma história em tão pouco tempo de maneira tão delicada e competente. O curta não tem falas, não precisa, tudo é contado com imagens e com uma trilha sonora forte. É possível achar no YouTube. No final fica um gosto agridoce no coração, uma nostalgia de um passado que vivemos sem prestar muita atenção.