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sexta-feira, 17 de abril de 2026

O SOL DE YUKI

Título Original: Yuki no Taiyô
Diretor: Hayao Miyazaki
Ano: 1972
País de Origem: Japão
Duração: 5min
Nota: 5

Sinopse: Piloto de série de TV baseado em um mangá original de Tetsuya Chiba, sobre uma garota de 10 anos chamada Yuki. Uma órfã que está sendo adotada por uma família.
 
Comentário: Com certeza minha nota mais baixa em toda a filmografia de Miyazaki, mas como avaliar um trailer? Porque é isso o que este "curta" é, um trailer com cenas desconexas de uma série de TV que nunca aconteceu, então não há uma linha narrativa de um curta metragem e sim uma apresentação de cenas esparsas apresentando os personagens. Então é bem regular, somente quem é fã do diretor vai se interessar em ver e apenas como curiosidade histórica. Mas tenho certeza que se a série tivesse sido produzida seria excelente, porque os personagens cativam mesmo por alguns minutos e sob a genialidade de Miyazaki seria hoje uma joia rara.

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

HANEZU

Título Original: Hanezu
Diretora: Naomi Kawase
Ano: 2011
País de Origem: Japão
Duração: 90min
Nota: 7

Sinopse: O marceneiro Takumi muda-se para uma pequena aldeia onde conhece Kayoko, uma mulher que estudou na mesma escola que ele. Kayoko é fascinada pela cor hanezu (carmesim); mora com o namorado Tetsuya. Logo, eles se apaixonam.
 
Comentário: Indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes. O filme se passa na região de Asuka, considerado o berço da civilização japonesa, por isso a forte conexão com antepassados, história e a herança tanto dos personagens trabalhado de forma poética pela diretora. Mas achei que o filme dispersa demais, preferi o Mães de Verdade com uma narrativa mais fundada na realidade. O título é uma palavra antiga que significa um tom de vermelho, especificamente um vermelho profundo ou carmesim, o que faz todo sentido. Yosano Yakiko, uma das poetisas modernas mais importantes do Japão utilizou esta palavra em um famoso poema. Os personagens são muito etéreos, não consegui criar uma conexão muito profunda com eles, mas há detalhes que encantam os olhos, como o pássaro na gaiola em contraste com os pássaros livres na casa de seus respectivos amores. Diz muito sobre o sentimento que eles impactam sua vida. Um filme bonito, mas que poderia ser mais amarrado.

terça-feira, 30 de abril de 2024

O MAL NÃO EXISTE

Título Original: Aku Wa Sonzai Shinai
Diretor: Ryûsuke Hamaguchi
Ano: 2023
País de Origem: Japão
Duração: 106min
Nota: 9

Sinopse: Takumi e sua filha vivem em um vilarejo perto de Tóquio. Um dia, os habitantes da vila descobrem um plano para construir um acampamento perto da casa de Takumi que oferece aos moradores da cidade uma confortável "fuga" para a natureza.
 
Comentário: Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza e mais outros 3 prêmios fora da competição principal. Que baita filme, o início do filme contemplativo já me ganhou na hora, o resto vai fluindo muito bem. Não entendo quem diz que nada acontece no filme, discordo completamente, há tanta coisa, tantas camadas de discussões. Vemos uma sociedade pós pandêmica e isto está bem incrustado no filme, fala sobre capitalismo, sobre a importância da vida em comunidade e tantas outras coisas. O final é muito "What Tha Fuck!" e confesso que fazia muito muito tempo que um filme não me tirava da zona de conforto assim. Dos filmes que assisti do diretor, o mais badalado Dirija Meu Carro, achei o mais fraco. Parte técnica do filme é impecável, mas ainda prefiro o Roda do Destino.

sábado, 13 de abril de 2024

DIAS PERFEITOS

Título Original: Perfect Days
Diretor: Wim Wenders
Ano: 2023
País de Origem: Japão
Duração: 124min
Nota: 8

Sinopse: Hirayama está feliz em sua vida simples como limpador de banheiros em Tóquio. Tirando sua rotina diária muito estruturada, ele cultiva sua paixão pela música, livros e fotografias de árvores. Uma série de encontros inesperados revela gradualmente mais do seu passado.

 
Comentário: Indicado a Palma de Ouro e vencedor do prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes. Talvez seja um exagero dizer que seja tão bom quanto os trabalhos épicos do diretor, mas é inegável que Wenders volta aqui a ter uma relevância muito interessante para o cinema. É um filme mais sensorial do que narrativo, mas a cena final é sublime demais e me remeteu As Noites de Cabíria de Fellini. Interessante notar também como há vários pontos em que Wenders revisita sua própria obra, desde a musicalidade (The Kinks, Van Morrison ou Lou Reed), passando por uma espécie de road movie por Tóquio para chegar até a complexidade do personagem que permanece submerso como um iceberg em sua totalidade. Koji Yakusho dá um show de talento e carisma. No começo do filme cheguei até a pensar que o personagem era um anjo que abdicou de sua vida angelical como em Asas do Desejo.

segunda-feira, 25 de março de 2024

MONSTRO

Título Original: Kaibutsu
Diretor: Hirokazu Koreeda
Ano: 2023
País de Origem: Japão
Duração: 121min
Nota: 9

Sinopse: Depois de descobrir que um professor é responsável pela súbita mudança de comportamento de seu filho, uma mãe invade a escola exigindo saber o que está acontecendo. À medida que a história se desenrola através dos olhos da mãe, do professor e da criança, a verdade surge gradualmente.
 
Comentário: Indicado a Palma de Ouro e vencedor de Melhor Roteiro no Festival de Cannes. Koreeda em sua melhor forma, não tem como assistir e não traçar um paralelo com Closer, apesar de existir um abismo entre as narrativas também. Este é um filme claramente sobre homossexualismo, e para quem torceu o nariz dizendo que são crianças, a infância é uma fase de desenvolvimento e descobertas onde isto ocorre todos os dias. Alguns tentam comparar o filme somente no aspecto do Japão, mas o comportamento violento do pai não difere em nada de um evangélico raiz brasileiro, o filme é válido para todo lugar do planeta. A maneira em que tudo é construído em partes, com uma narrativa quebrada, é perfeito para tudo ir se encaixando aos poucos e brincar com o julgamento que fazemos dos personagens. Filme obrigatório.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

AKIRA

Título Original: Akira
Diretor: Katsuhiro Ôtomo
Ano: 1988
País de Origem: Japão
Duração: 124min
Nota: 7

Sinopse: Um projeto militar secreto põe Neo-Tóquio em perigo quando transforma um membro de uma gangue de motociclistas em um psicopata psíquico furioso que apenas dois adolescentes e um grupo de seres especiais podem deter.
 
Comentário: Um dos filmes demorei demais para assistir, mas confesso que senti uma pontinha de decepção. A animação é ótima e há realmente muita coisa interessante, mas ao mesmo tempo que o filme parece longo demais, também parece muito curto e corrido em outros aspectos. Os personagens não tem muita profundidade, todo o clima político-social fica confuso (uma pena, pois foi o que achei mais interessante), tramas apressadas. Não li o manga e fiquei bastante curioso e interessado, pois deve ter um desenvolvimento dessas coisas que comentei. A animação é o ponto alto e o final aberto meio surrealista funciona muito bem. Há personagens coadjuvantes que cativam. Vale a assistida, apesar das minhas críticas o filme pende mais para os pontos positivos.

domingo, 28 de janeiro de 2024

MÃES DE VERDADE

Título Original: Asa Ga Kuru
Diretor: Naomi Kawase
Ano: 2020
País de Origem: Japão
Duração: 140min
Nota: 10

Sinopse: Após uma longa e dolorosa experiência com tratamento de fertilidade, um jovem casal decide adotar um bebê. Seis anos depois, eles recebem um telefonema ameaçador de uma mulher, que afirma ser a mãe biológica da criança.
 
Comentário: Indicado no Festival de Cannes que não ocorreu devido a pandemia. Tenho vários filmes da Kawase comigo para assistir, mas nunca havia visto nenhum até este e já me arrependo amargamente, preciso colocar as obras dela em dia. Achei o filme simplesmente maravilhoso, tocante e emocionante. Só uma mulher para conseguir fazer um filme com esta visão tão perfeita do que é ser mãe, do que é ser mulher, do que é a maternidade. Estava esperando algo completamente diferente pela sinopse, e acabou sendo catártico. Chorei, me preocupei com praticamente todos os personagens, torci por eles. Lindo! Um dos melhores filmes de 2020, que foi um ano sem muitos lançamentos e sem filmes tão bons. Parte técnica e elenco primoroso. Recomendo muito.

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

DIRIJA MEU CARRO

Título Original: Doraibu Mai Kâ
Diretor: Ryûsuke Hamaguchi
Ano: 2021
País de Origem: Japão
Duração: 179min
Nota: 8

Sinopse: Um renomado ator e diretor de teatro tem que aprender a lidar com uma grande perda pessoal, quando recebe uma oferta para dirigir uma produção teatral de Tchécov em Hiroshima.
 
Comentário: Vencedor dos prêmios de Melhor Roteiro e da Federação Internacional de Críticos de Cinema no Festival de Cannes. O filme é muito bem construído, há uma certa meticulosidade em todos os cantos onde o diretor mostra toda sua capacidade técnica e narrativa. Os atores também dão um show, a coadjuvante muda é a cereja no bolo de todo o elenco. Apesar da duração extensa, o filme passa relativamente bem rápido e emociona, mas nem tudo são flores. Há uma mensagem que ficou entalada na minha garganta, com um gosto bem amargo, me pareceu que há uma certa romantização e até uma certa passada de pano para relacionamentos tóxicos (me machuca, mas me ama) que me deixou com o pé atrás. Faz a gente pensar bastante na cultura japonesa que é permeada de machismos, sexismos e misoginia, daí parece que o filme coloca uma mulher no papel típico de homem e tenta achar tudo bonito. Preferi o Roda do Destino.

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

VIDA AMOROSA

Título Original: Rabu Raifu
Diretor: Kôji Fukada
Ano: 2022
País de Origem: Japão
Duração: 119min
Nota: 7

Sinopse: Taeko vive uma existência pacífica com seu marido Jiro e o filho Keita. Um trágico acidente traz o pai do menino de volta a sua vida. Taeko se dedica a ajudar esse homem surdo e sem-teto a lidar com a dor e a culpa.
 
Comentário: Indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza. Considero que o filme tem duas metades, a primeira que se trata do trágico acidente da sinopse é a melhor, tudo é muito bem arquitetado pelo diretor, os atores estão ótimos e apesar da frieza típica japonesa a cena em que Taeko encontra seu ex-marido é de entortar qualquer nervo de aço do espectador. A metade final eu achei que o filme perde um pouco a força e quase emula, de maneira inferior, o filme Asako I & II. Mas é um filme satisfatório e acima da média em muitos quesitos, mesmo achando que se perde em alguns momentos, podia ser um pouco mais curto para ir direto ao ponto.

segunda-feira, 19 de junho de 2023

MEU AMIGO TOTORO

Título Original: Tonari no Totoro
Diretor: Hayao Miyazaki
Ano: 1988
País de Origem: Japão
Duração: 86min
Nota:  8

Sinopse: Quando duas meninas se mudam para o campo para ficar perto de sua mãe doente, elas têm aventuras com os maravilhosos espíritos da floresta que moram nas proximidades.

Comentário: Miyazaki é sempre muito bom, acima da média. Falavam demais desse e eu acho que fui ver com uma expectativa muito alta, porém não é um A Viagem de Chihiro ou O Castelo Animado. O filme tem uma pegada mais infantil como Ponyo, mas é realmente uma graça, lúdico e diverte. As irmãs lidando com toda a fantasia do filme com o contraponto da mãe doente é o que o filme tem de melhor a oferecer, porém achei que o personagem do Totoro poderia ser mais trabalhado, participando do desfecho ou tendo uma relação que criasse mais ligação com as personagens. Acho que o filme funciona melhor para o público infantil, mas é como eu disse, não deixa de ser muito bom. Era um Miyazaki galgando onde chegaria. Vale a assistida.

quinta-feira, 4 de maio de 2023

ASAKO I & II

Título Original: Netemo Sametemo
Diretor: Ryûsuke Hamaguchi
Ano: 2018
País de Origem: Japão
Duração: 119min
Nota:  9

Sinopse: Asako tem 21 anos e mora em Osaka. Ela se apaixona por Baku, um rapaz de espírito livre e misterioso. Mas de repente ele desaparece de sua vida. Passados dois anos, Asako agora vive em Tokyo. Ela acaba conhecendo Ryohei, um assalariado que se parece com Baku, mas com uma personalidade completamente diferente dele.

Comentário: Indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Que filmaço! Em uma sociedade egoísta como a que estamos construindo acho muito importante falarmos sobre a responsabilidade que temos com o outro. Já fui tão machucado por pessoas que não tinham responsabilidade afetiva nenhuma comigo e que gostam de postar no Instagram como são iluminadas e maravilhosas. Pessoas criam fantasias em suas cabeças e colocam toda uma vida a perder. Amei o filme, mas o ódio que senti não me deixou dar nota 10. Elenco está ótimo, direção super competente e que roteiro. Pelo menos, por mais que já me tenham feito mal, jamais me dei o direito de repetir o que fizeram comigo com outra pessoa. Esse filme é uma bela lição.

sábado, 17 de dezembro de 2022

RODA DO DESTINO

Título Original: Gûzen to Sôzô
Diretor: Ryûsuke Hamaguchi
Ano: 2021
País de Origem: Japão
Duração: 121min
Nota:  10

Sinopse: Um inesperado triângulo amoroso, uma armadilha de sedução fracassada e um encontro que resulta de um mal-entendido são os três episódios, contados em três movimentos para retratar três personagens femininas e traçar a trajetória entre suas escolhas e arrependimentos.
 
Comentário: Vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim. Filme simplesmente maravilhoso, daqueles que toca em algo particular seu a todo momento. Confesso que tive que parar de assistir da primeira vez, pois a primeira história era cheia de gatilhos que me fizeram mal na minha vida, depois enfrentei o filme de novo e foi maravilhoso. Achei alguns artifícios de desfecho na primeira e na segunda história desnecessários, mas segue o baile. Elenco fantástico e direção perfeita. Dizem que o Hamaguchi dirigiu os dois melhores filmes de 2021, achava exagero, mas hoje confesso que acho algo bem palpável.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

DEPOIS DA VIDA

Título Original: Wandafuru Raifu
Diretor: Hirokazu Koreeda
Ano: 1998
País de Origem: Japão
Duração: 119min
Nota: 8

Sinopse: Aclamado por crítica e público em todo o mundo, Depois da Vida é um filme original e tocante sobre a vida após a morte. A direção é do renomado cineasta japonês Kirokazu Kore-eda. Num local, entre o Céu e a Terra, pessoas que acabaram de morrer são apresentadas aos seus guias espirituais. Durante os três dias seguintes, eles auxiliam os mortos a vasculhar suas memórias em busca de um momento inesquecível de suas vidas. O momento escolhido será recriado num filme, que será uma espécie de lembrança a ser levada para o paraíso.

Comentário: Um filme com uma ideia bem original, para não dizer louca, mas que consegue nos envolver com diferentes sentimentos. Não achei um filme profundo e cheio de existencialismo, ele é leve, consegue tratar de diferentes assuntos como amor, morte, solidão, nostalgia, e tantas outras coisas de uma forma tranquila, sem cair no melodrama. Koreeda ainda estava no começo da carreira, mas já demonstrava para que veio, a competência técnica e a delicadeza intelectual são os ingredientes principais deste que é um excelente artista, pois é isto que seus filmes são: obras de arte. O filme talvez se estenda demais, se arraste em alguns momentos, mas dá aquela sensação de limbo, que é onde os personagens meio que estão. O filme merece e muito ser assistido.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

A VIAGEM DE CHIHIRO

Título Original: Sen to Chihiro no Kamikakushi
Diretor: Hayao Miyazaki
Ano: 2001
País de Origem: Japão
Duração: 124min
Nota: 10

Sinopse: Chihiro, uma garota de 10 anos, e seus pais estão mudando para uma nova cidade. Ao se perder no caminho da nova casa, a família encontra um lugar assemelhado a um parque temático abandonado, que se transforma em questão de minutos em um ambiente hostil e desafiador. Chihiro, sem a ajuda dos pais e contando com o apoio de um misterioso garoto, terá que encontrar mecanismos de sobreviver nesse ambiente dominado por deuses, bruxas e espíritos. É o início da jornada de Chihiro em um mundo fantasma, povoado por seres fantásticos, no qual humanos não são bem-vindos.

Comentário: Uma das obras primas de Miyazaki, ganhador do Oscar de melhor animação e do Urso de Ouro de melhor filme, é definitivamente uma das melhores animações de todos os tempos. O roteiro é maravilhoso e trás um mundo fantástico que mistura mitos japoneses e aventura em uma espécie de jornada de amadurecimento para a personagem. Os personagens são um espetáculo a parte, cada um deles tem seu momento de brilhar na tela e funcionam de diferentes maneiras, do cômico ao trágico. Ao rever recentemente percebi que o filme quase vinte anos depois não se tornou datado de forma alguma. Gosto das novas animações 3D, mas no fundo ainda sou saudosista e prefiro este modo mais antigo de animação. Assista pelo menos duas vezes e se atente aos detalhes da animação, vale a pena.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

A CASA DE PEQUENOS CUBINHOS

Título Original: Tsumiki No Ie
Diretor: Kunio Kato
Ano: 2008
País de Origem: Japão
Duração: 12min
Nota: 10

Sinopse: Conta a história de um velhinho que vive solitário em uma cidade inundada. À medida que a água sobe, o senhor eleva sua casa com pequenos tijolos em forma de cubos, para se manter fora do nível do lago sobre o qual vive. Então, um dia, seu cachimbo favorito cai e vai parar em um andar mais baixo de onde sua real moradia encontrava-se naquele momento. Muito apegado ao cachimbo, ele decide comprar uma roupa de mergulho e ir atrás dele. Ao mergulhar, passa a reviver toda a história dele, de sua família e, claro, a da casa, cujos vários andares, agora estão todos submersos.

Comentário: Ganhador do Oscar de melhor curta metragem animado, que em doze minutos consegue conquistar qualquer coração. Os desenhos são uma maravilha a parte, o que me encanta é conseguir condensar uma história em tão pouco tempo de maneira tão delicada e competente. O curta não tem falas, não precisa, tudo é contado com imagens e com uma trilha sonora forte. É possível achar no YouTube. No final fica um gosto agridoce no coração, uma nostalgia de um passado que vivemos sem prestar muita atenção.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

ASSUNTO DE FAMÍLIA

Título Original: Manbiki Kazoku
Diretor: Hirokazu Koreeda
Ano: 2018
País de Origem: Japão
Duração: 121min
Nota: 10
 
Sinopse: Depois de uma de suas sessões de furtos, Osamu (Lily Franky) e seu filho se deparam com uma garotinha. A princípio eles relutam em abrigar a menina, mas a esposa de Osamu concorda em cuidar dela depois de saber das dificuldades que enfrenta. Embora a família seja pobre e mal ganhem dinheiro dos pequenos crimes que cometem, eles parecem viver felizes juntos até que um incidente revela segredos escondidos, testando os laços que os unem.

Comentário: Grande vencedor do Palma de Ouro de 2018, o filmes é simplesmente maravilhoso e perfeito. A sutileza com que Koreeda vai construindo as relações e laços entre os personagens é o melhor que o filme tem a oferecer. A direção é tudo de bom, a cena em que a família tenta observar os fogos de artifícios é uma obra de arte indescritível. Difícil dizer algo que não funcione no filme, mostrando que família é muito mais que ligações de sangue e com uma forte critica social. Em muitos aspectos, achei melhor que Parasita, mas não teve o mesmo hype, talvez por fugir um pouco do mainstream. O filme está no catalogo do Netflix e é uma excelente pedida a qualquer momento se não assistiu. O elenco todo merece uma menção pelo excelente trabalho, principalmente as crianças, todos cumprem com maestria seu papel.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

MULHER MOLHADA AO VENTO

Título Original: Kaze ni Nureta Onna
Diretor: Akihiko Shiota
Ano: 2016
País de Origem: Japão
Duração: 78min
Nota:  6

Sinopse: Kosuke foi, por um bom tempo, um prolífico dramaturgo, mas preferiu abandonar seu antigo trabalho na cidade e viver uma vida tranquila nas montanhas. Shiori tem um trabalho aparentemente inofensivo como garçonete em um café, mas usa seu corpo atraente para manipular seu chefe. Basta um encontro casual no meio da tarde para que Shiori, com seu inesgotável desejo sexual, entre na vida de Kosuke. Ela se envolve fisicamente com pessoas ao redor do escritor até torná-lo sua nova presa.

Comentário: Este filme faz parte de um projeto de cinco filmes para homenagear o estilo "pornochanchada japonês" (Conhecido como Roman Porno ou Pinku Eiga). Os diretores trabalharam sob as mesmas condições: orçamento, uma semana de gravações, duração do filme, títulos e datas de estreias pré estabelecidas. O filme tem alguns pontos legais, deu para dar umas risadas, mas no geral é mais ou menos. Yuki Mamiya no papel de Shiori é o grande ponto alto do filme, a atriz leva o filme nas costas com sua beleza, talento e charme. A cena final de sexo é ótima e vale a pena ser vista, de resto o filme serve como entretenimento, com belas tomadas de fotografia e uma história fraca como toda boa pornochanchada brasileira.