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sábado, 13 de setembro de 2025

ADEUS, LENIN!

Título Original: Good Bye, Lenin!
Diretor: Wolfgang Becker
Ano: 2003
País de Origem: Alemanha
Duração: 121min
Nota: 9

Sinopse: Em 1990, para proteger sua mãe frágil do choque após um longo coma, um jovem deve evitar que ela saiba que sua amada nação na Alemanha Oriental, havia desaparecido.
 
Comentário: Indicado ao Urso de Ouro e vencedor do Prêmio Blue Angel no Festival de Berlim (este último prêmio em questão foi descontinuado em 2005 e era uma espécie de Melhor Filme Europeu). Lembro de ter visto o trailer no cinema e dito para minha companheiro na época que eu queria muito ver este filme: 22 anos se passaram e ainda não o tinha visto. Daqueles filmes que ficam no limbo da lista do "Quero ver". O filme é ótimo, mas definitivamente pude aproveitá-lo muito mais hoje do que o faria em 2003, já que estava nos meus primeiros passos do curso de economia da faculdade e não tinha a mesma noção que tenho hoje do que foi a Alemanha na época mostrada no filme. O elenco está sensacional  é uma pena que o diretor não tenha tido uma carreira com mais direções depois deste filme, fez algumas poucas coisas antes de vir a falecer ano passado (2024). A história é cativante demais, leve, bem humorada e cheia de significados.

sábado, 24 de maio de 2025

CINCO DEDICADO À OZU

Título Original: Five Dedicated to Ozu
Diretor: Abbas Kiarostami
Ano: 2003
País de Origem: Irã
Duração: 74min
Nota: 6

Sinopse: Encontrando-se em uma casa no norte do Irã, à beira do Mar Cáspio, o diretor pegou sua câmera portátil e começou a filmar os eventos aparentemente anódinos que aconteciam nos 500 metros de praia em frente à sua casa: um pedaço de madeira brincando com as ondas, pessoas caminhando à beira-mar, formas indistintas em uma praia invernal ou patos barulhentos.
 
Comentário: Adoro Kiarostami e também adoro Ozu, bem... dito isso posso dizer que achei bem chato de assistir. Entendo que a proposta do diretor é esta, mas não deixa de ser chato. A sinopse diz que as filmagens foram feitas no norte do Irã, porém no IMDB a localização é colocada como a praia de San Lorenzo na Espanha. Dois livros de 2007 atestam que as filmagens foram feitas no Irã, exceto a segunda, feita realmente na Espanha. Tem que ter paciência para assistir, confesso que era madrugada e quase caí no sono. Se você não for obcecado pela obra do diretor, como eu, não indico este filme não. Preciso assistir o Making-Off do filme ainda, talvez ressignifique algo com o diretor falando.

domingo, 29 de dezembro de 2024

SARABANDA

Título Original: Saraband
Diretor: Ingmar Bergman
Ano: 2003
País de Origem: Suécia
Duração: 112min
Nota: 8

Sinopse: Trinta anos após o divorcio, Marianne decide visitar Johan no seu isolado retiro no interior e testemunha o relacionamento atormentado entre seu amargo ex-marido, seu filho, Henrik e uma neta de 19 anos.
 
Comentário: Último filme do mestre sueco onde ele revisita os personagens da sua clássica série Cenas de um Casamento. O filme é muito bom, mas infelizmente não funciona muito bem como uma continuação, que é a expectativa que se cria no telespectador, ao invés disso os personagens de Marianne e Johan e a relação entre eles são deixados em segundo plano, e isso para mim foi um dos pontos negativos do filme. O foco é a relação entre Johan e seu filho do primeiro casamento e a relação da neta entre eles. Tudo é arquitetado muito bem, toda a tensão sentimental que o filme carrega faz dele um típico Bergman, o contraste da velhice e da juventude que já foi tema de Morangos Silvestres ganha um ar muito mais carregado aqui. A relação do pai para com a filha é doentia e beira a insanidade, todo o elenco está maravilhoso. E foram mais de 50 filmes ao longo de anos resenhando nos dois blogs, ainda resta o Sonata Fantasma que já assisti, mas é uma peça de teatro filmada para a TV. Bergman foi um dos maiores, se não o maior, cineasta da história. Ver e rever seus filmes são sempre o que faz o cinema ter uma razão de existir para mim. Tudo profundo, como este último filme, há muito mais do que aparenta a superfície.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

OURO CARMIM

Título Original: Talaye Sorkh
Diretor: Jafar Panahi
Ano: 2003
País de Origem: Irã
Duração: 92min
Nota: 8

Sinopse: O entregador de pizzas Hussein é uma testemunha diária da distribuição injusta de riqueza em seu país natal, o Irã. Um dia, ao encontrar uma bolsa cheia de recibos absurdamente caros de uma joalheria sofisticada tenta recuperar um colar na loja, mas por causa de sua aparência ele não tem permissão para entrar. Hussein irá fazer uma aposta desesperada pela riqueza.
 
Comentário: Vencedor do Prêmio do Juri da competição Um Certo Olhar no Festival de Cannes. Fui assistir achando que era um Panahi e acabei recebendo um Kiarostami de brinde, só fui descobrir nos créditos finais da película que Abbas Kiarostami era o responsável pela história e roteiro. Combinação perfeita à parte, o filme funciona muito bem como uma denúncia de uma realidade muito parecida com o Brasil que é o Irã. Os super ricos esbanjam enquanto grande parte da população vive no limite entre a sobrevivência e a pobreza. Achei que o filme não precisava começar pelo final, acho que se chegasse no final e desenvolvesse melhor seria um choque maior ao espectador. O filme tem momentos que parece travar, como o relacionamento frio do personagem principal com sua noiva, que poderia também ter ajudado a nos conectarmos aos personagens. Não deixa de ser um filme muito bom e necessário.