Mostrando postagens com marcador 1994. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1994. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de fevereiro de 2025

A FRATERNIDADE É VERMELHA

Título Original: Trois Couleurs: Rouge
Diretor: Krzysztof Kieslowski
Ano: 1994
País de Origem: França
Duração: 99min
Nota: 10

Sinopse: A modelo Valentine inesperadamente faz amizade com um juiz aposentado depois que ela atropela seu cachorro. A princípio, o homem mal-humorado não demonstra nenhuma preocupação com o cachorro, e ela decide ficar com ele. Mas os dois formam um vínculo quando ela retorna à casa e o pega ouvindo os telefonemas dos vizinhos.
 
Comentário: Indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Quando assisti a Trilogia das Cores do Kieslowski pela primeira vez, este era o meu favorito, agora ao reve mais de 15 anos depois confesso preferir o Liberdade é Azul devido a várias situações de luto que passei na minha vida desde então. O que não tira a genialidade deste filme, Irène Jacob sempre lindíssima e competente dividindo as cenas com o lendário Trintignant. O filme é mais profundo do que aparenta e acredito que é o que fala sobre coisas mais variadas de toda a trilogia: conectividade, solidão, empatia, envelhecimento e tantas outras coisas. Último filme de Kieslowski que veio a falecer de uma cirurgia do coração pouco tempo depois, foi um dos maiores.

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

A IGUALDADE É BRANCA

Título Original: Trois Couleurs: Blanc
Diretor: Krzysztof Kieslowski
Ano: 1994
País de Origem: França
Duração: 88min
Nota: 8

Sinopse: O imigrante polaco Karol Karol encontra-se em situação difícil quando a sua esposa francesa, Dominique, se divorcia dele após seis meses devido à sua impotência. Forçado a deixar a França depois de perder o negócio que possuíam juntos, Karol convoca o expatriado polonês Mikołaj para contrabandeá-lo de volta para sua terra natal.
 
Comentário: Indicado ao Urso de Ouro e vencedor do prêmio de Melhor Diretor no Festival de Berlim. Não havia gostado tanto quando assisti há uns 15 anos atrás. Revendo hoje o filme cresceu muito, acho que é preciso passar por algumas coisas na vida para se conectar a este filme. Se é o mais fraco da trilogia, é porque os outros dois são filmes gigantes demais em um âmbito muito geral. O filme é divertido, mas também trás reflexões e cenas que marcam a gente. Só não tem uma nota mais alta porque achei o final apressado demais, tudo acontece muito rápido depois de uma construção em tempo perfeita. Ótima trilha sonora e entrega do elenco. Do diretor eu acho que nem preciso falar. Outra coisa estranha, é que dessa trilogia com as cores da bandeira francesa, este filme é muito mais um filme polonês do que um filme francês, não que isso seja um problema.

segunda-feira, 17 de junho de 2024

FAUSTO

Título Original: Lekce Faust
Diretor: Jan Svankmajer
Ano: 1994
País de Origem: República Tcheca
Duração: 92min
Nota: 9

Sinopse: Através de um mapa, um homem é atraído a um estranho teatro de marionetes, onde acaba envolvido em uma produção da lenda de Fausto.

Comentário: Eu peguei isto passando na TV Cultura no final dos anos 90 e me apaixonei. Nunca havia visto inteiro até agora, mas devo ter visto mais de uma hora de filme na época. Acredito que foi meu primeiro contato com a obra de Goethe, acompanhei uns anos depois quando a peça foi montada na íntegra com o Bruno Ganz (acho que 2001) e fui acabar lendo o livro em 2006. Poder ver inteiro em uma boa qualidade foi uma bela experiência, a maneira como o diretor mistura o livro com o mundo contemporâneo brincando com a metalinguagem do teatro torna este filme único. É divertido ao mesmo tempo que é a mais pura arte. Os efeitos em stop motion e as marionetes dão o toque final, mostrando que a simplicidade é quase sempre o melhor caminho do que as parafernalhas deste mundo de CGI que vivemos.

sexta-feira, 24 de maio de 2024

O CASAMENTO DE MURIEL

Título Original: Muriel's Wedding
Diretor: J.P. Hogan
Ano: 1994
País de Origem: Austrália
Duração: 101min
Nota: 9

Sinopse: Menosprezada pelo pai e rejeitada por suas amigas, Muriel é uma jovem cujo sonho de realização e sucesso pode ser traduzido em uma única palavra: casamento. Em sua luta para ser aceita e escapar de sua triste rotina, ela tenta de tudo. Para aliviar os momentos de frustração, faz das músicas da banda Abba seu refúgio contra a solidão.

Comentário: Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Atriz para Toni Collette, que realmente tinha apenas 22 aninhos aqui. Achava que tinha visto este filme inteiro antes, mas devo ter visto pedaços, pois não lembrava do final. Minha irmã gostava deste filme e acho que este fato fez eu gostar mais dele, foi um pouquinho como estar com ela na sala assistindo comigo. O filme é muito bom porque sabe usar de caricaturas exageradas dos personagens para contar uma história bem simples de um jeito único. Ao mesmo tempo que se passa em meados dos anos noventa e pode ser bastante datado por isso o filme também é super atual, Muriel quer ser aceita dentro de um padrão que hoje é super-potencializado por redes sociais na internet, tenta arranjar namorado por catálogos de namoros não muito diferente de um Tinder. Tudo no filme funciona super bem hoje em 2024. Toni Collette brilha, está perfeita no papel e Rachel Griffiths (que não lembrava que estava no filme e adoro) não fica devendo nada. Um filme sobre crescimento e também sobre as pressões patriarcais do universo feminino. Obrigatório.

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

ANTES DA CHUVA

Título Original: Pred Dozhdot
Diretor: Milcho Manchevski
Ano: 1994
País de Origem: Macedônia
Duração: 113min
Nota: 10

Sinopse: Uma Macedônia dilacerada pela guerra serve como pano de fundo para três narrativas: 'Palavras', na qual monge se apaixona por garota refugiada; 'Rostos', em que fotógrafa se vê dividida entre marido e amante; e 'Imagens', que mostra o retorno do premiado fotógrafo Aleksander à sua nativa Macedônia.
 
Comentário: O filme saiu do Festival de Veneza levando nada menos que 12 prêmios, incluindo o Leão de Ouro e Melhor Ator para Rade Serbedzija. Um dos filmes que mais me marcaram na minha adolescência e que fazia umas duas décadas que não revisitava. Grata surpresa ver que ele não envelheceu mal, e triste surpresa constatar que ele continua tão atual. A fórmula usada para contar histórias que se interligam separadas em diferentes capítulos, mudando seus protagonistas e usando o tempo como personagem principal de todo o filme é de uma genialidade incrível, principalmente se pensarmos que "o tempo nunca morre e o ciclo nunca se completa". Não importa quanto tempo passe, parece que a humanidade continua e continuará sempre dentro deste ciclo sem fim de barbárie. Elenco maravilhoso e confesso que Labina Mitevska era a minha crush quando moleque... e no fim acabei me envolvendo com uma garota da Macedônia em Dublin que não acreditou quando disse que amava este filme. Filme dos mais obrigatórios deste blog. Continua entre meus favoritos.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

ATRAVÉS DAS OLIVEIRAS


Título Original: Zire Darakhatan Zeyton
Diretor: Abbas Kiarostami
Ano: 1994
País de Origem: Irã
Duração: 103min
Nota: 9

Sinopse: Uma pequena cidade no norte do Irã recebe a visita de uma equipe de cinema que está produzindo um filme. O protagonista masculino é Hossein (Hossein Rezai) e a feminina é Tahere (Tahere Ladaniam), uma jovem atriz por quem Hossein está visivelmente apaixonado, deixando transparecer até para o diretor do filme. No intervalo entre as cenas, o ator tenta de todos os modos fazer com que Tahere fale com ele, o que ela se recusa a fazer.

Comentário: Terceiro filme da Trilogia Koker de Abbas Kiarostami. Entre os três filmes, este é o melhor, o interessante é ver que um filme é melhor que o outro até chegar a este desfecho. Apesar de ter coisas que funcionam até melhores nos outros filmes, neste o diretor consegue amarrar tudo muito bem, com um ótimo desfecho e com o melhor diálogo de toda a trilogia. Hossein consegue conquistar o telespectador de maneira muito fácil e honesta. A metalinguagem usada no segundo filme é utilizada novamente deixando camadas diferentes de realidades entre os três filmes. A crítica social é um pouco mais sutil que no segundo filme, na minha opinião, apesar de ter cenas que se destacam mais sobre esse assunto neste, como com a família que eles dão carona na caminhonete. Kiarostami sempre nos ganha pela simplicidade de seus filmes e com este não é diferente.