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domingo, 30 de janeiro de 2022

ATAQUE DOS CÃES

Título Original: The Power of the Dog
Diretor: Jane Campion
Ano: 2021
País de Origem: Nova Zelândia   
Duração: 128min
Nota:  9

Sinopse: O filme acompanha os irmãos Phil (Benedict Cumberbatch) e George (Jesse Plemons), que são ricos proprietários da maior fazenda de Montana. Enquanto o primeiro é brilhante, mas cruel, o segundo é a gentileza em pessoa. Quando George secretamente se casa com a viúva local Rose (Kirsten Dunst), o invejoso Phil faz tudo para atrapalhá-los.

Comentário: O filme tem mais camadas do que cebolas, são camadas em cima de camadas, cada personagem é um universo único cheio de ramificações e isso assusta. É impossível entender todos os detalhes de suas ações e emoções, exatamente como no mundo real, eu nunca tinha visto isso no cinema elevado em um grau tão exorbitante assim, pelo menos não que eu me lembre. A gente só consegue fechar alguns buracos com nossa imaginação, mas fazendo isso continuamos sem certeza de nada. Achei a personagem da Kirsten Dunst meio exagerada no filme e só fui identificar o Keith Carradine depois. Todo mundo falando da atuação do Cumberbatch, que realmente é incontestável de boa, mas para mim Kodi Smit-McPhee rouba a cena, o garoto mais conhecido por interpretar o Noturno dos X-Men nos filmes mais recentes da franquia simplesmente foi espetacular. Parte técnica eu nem preciso falar aqui, foi um show a parte.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

TURNO DA NOITE

Título Original: Night Shift
Diretora: Zia Mandviwalla
Ano: 2012
País de Origem: Nova Zelândia
Duração: 14min
Nota: 8

Sinopse: Uma mulher por volta dos quarenta anos de idade prepara-se para iniciar seu turno como faxineira de um aeroporto à noite. Ao passar por um colega, este lhe pergunta “fazendo turno duplo de novo?”. E aos poucos os indícios de que ela vive no aeroporto se acumulam.

Comentário: O curta metragem foi indicado em Cannes, bem curtinho e com poucos diálogos, pode ser encontrado no YouTube. Uma história que ao mesmo tempo que é simples também é bem pesada. O final corta o coração e nos faz pensar no abandono geral que uma grande parte da população se sente. Criamos máquinas de trabalhar que não vivem mais, que estão tão ocupadas em sobreviver que não conseguem nem sequer ter uma chance para sair do buraco, pois a sociedade coloca ela cada vez mais fundo. É interessante como a diretora brinca com os pré-julgamentos tão comuns hoje em dia nessa sociedade Facebook pronta para apontar o dedo na cara de todo mundo. Curta bastante competente nos quesitos técnicos e ótima atuação da atriz Anapela Polataivao