Mostrando postagens com marcador 1983. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1983. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de julho de 2026

O SUL

Título Original: El Sur
Diretor: Victor Erice
Ano: 1983
País de Origem: Espanha
Duração: 95min
Nota: 9

Sinopse: Uma mulher reflete sobre sua relação de infância com seu pai, tentando compreender a profundidade de seu desespero e a verdade de seus mitos.
 
Comentário: Indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Terceiro filme que assisto do diretor, este assisti na sequência do O Espírito da Colméia, e a qualidade se mantém intacta. Um filme com muito mais coisas nas entrelinhas, sobre cicatrizes que a vida não cura e ficam não resolvidas até o fim da vida. Se você não tem algo do tipo pode se considerar uma pessoa de sorte... ou talvez não. A complexidade da vida tratada com maestria por um dos melhores diretores que descobri nos últimos anos. O filme era para ter o dobro de tempo, mas foi encerrado por falta de orçamento para finalizá-lo pela produção. Erice conseguiu nos entregar um desfecho válido, mas fica aquela vontade de ver o que o diretor planejava para o restante da película, o que o sul traria para o filme. Um diretor que consegue transpor para a tela a vida da forma mais crua de uma maneira poética.

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

ESCOLA DE MULHERES

Título Original: Hustruskolan
Diretor: Ingmar Bergman
Ano: 1983
País de Origem: Suécia
Duração: 108min
Nota: 8

Sinopse: A última produção de Alf Sjöberg para o Royal Dramatic Theatre de Estocolmo foi transferida para a TV por Ingmar Bergman. Escola de Mulheres é sobre o velho solteiro Arnolphe que decidiu se casar com a jovem Agnes, mas encontra um rival inesperado em Horace, que tem a mesma idade que ela.
 
Comentário: Primeiro trabalho de Bergman depois de anunciar a aposentadoria do cinema para se dedicar mais ao teatro e a escrever roteiros, aqui temos uma adaptação da peça de Molière filmada especialmente para a televisão sueca. Adoro um Bergman mais leve, seus filmes que caem mais para a comédia são tão brilhantes quanto os filmes mais sérios, e sempre um deleite enquanto assistimos. Achei super divertido, me prendeu na tela do começo ao fim. Allan Edwall é um ator incrível e domina todo momento que está em cena. O elenco de apoio também funciona muito bem, achei muito bom, e muito superestimado também. O assunto era atual nos anos oitenta como, infelizmente, continua atual mais de quarenta anos depois. Uma crítica ferrenha ao patriarcado e TODAS as suas raízes na sociedade.

domingo, 4 de agosto de 2024

O CONCIDADÃO

Título Original: Hamshahri
Diretor: Abbas Kiarostami
Ano: 1983
País de Origem: Irã
Duração: 51min
Nota: 3

Sinopse: Neste documentário, um policial tenta, numa rua de Teerão, controlar o trânsito e não permitir que as pessoas infrinjam a lei, o que as leva a reagir de diferentes formas gerando todo tipo de situações.

Comentário: Jamais imaginei que daria uma nota tão baixa para algo do Kiarostami, mas realmente não gostei deste. Pode ser interessante como recorte antropológico daquele tempo, mas a insistência na repetição de situações por tanto tempo é algo que torna a experiência de assisti-lo chata. Não há nenhum aprofundamento, uma entrevista com o policial ou com os cidadãos sobre o que acham do novo plano de trânsito na cidade, ou maiores impactos que isto está gerando nas pessoas. Para que quase uma hora disso? Podia ter uns 20 minutos e seria um filme regular, ninguém gosta de ficar preso no trânsito, assistir isso é tão ruim quanto. Galera em Teerã buzinam demais.

terça-feira, 26 de setembro de 2023

UM AMOR NA ALEMANHA

Título Original: Eine Liebe in Deutschland
Diretor: Andrzej Wajda
Ano: 1983
País de Origem: Alemanha
Duração: 96min
Nota: 8

Sinopse: Em maio de 1983, um homem completa 49 anos e, com seu filho de 17, viaja para a vila de Brombach de onde saiu 40 anos antes. Ele quer descobrir a verdade sobre um caso que sua mãe teve com um jovem prisioneiro de guerra polonês.
 
Comentário: Indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza. Wajda é sempre acima da média e aqui não é diferente. Hanna Schygulla carrega o filme nas costas, é uma bela interpretação, não à toa merece a fama que a precede. O comportamento dos personagens me incomodou bastante, afinal a mulher tem um filho pequeno que deveria ter alguma prioridade em sua vida, enquanto o polonês age que nem um idiota em determinado momento. Porém não podemos esquecer que se trata do Wajda, portanto o filme é muito mais profundo do que parece, pois tudo não passa de uma alegoria sobre sua Polônia em vários momentos do filme, com vários aspectos políticos entrelinhas. Interessante notar que mesmo sendo um filme feito na Alemanha, as raízes do diretor polonês se sobressaem mais. No final da sessão o que fica é bem mais do que satisfatório.

domingo, 28 de junho de 2020

VIDEODROME: A SÍNDROME DO VÍDEO

Título Original: Videodrome
Diretor: David Cronenberg
Ano: 1983
País de Origem: Canadá
Duração: 89min
Nota: 10

Sinopse: O dono de uma pequena emissora de TV (James Woods) resolve ir atrás de uma atração mais subversiva para atrair audiência, quando conhece uma nova filosofia de programa: o Videodrome, cujos criadores possuem idéias bizarras e não-usuais para seu público.

Comentário: É possível um filme ser datado e atual ao mesmo tempo? A resposta é "SIM!", em um dos melhores filmes de David Cronenberg. Praticamente tudo o que o filme profetiza se torna realidade no mundo em que vivemos hoje, com a diferença que o controle mental não veio do vídeo e sim da Internet que surgiria depois de alguns anos. Um filme subversivo até mesmo para os padrões de hoje em dia, tudo no filme funciona, um roteiro rocambolótico que funciona como em qualquer livro de William Burroughs. Faz o telespectador pensar, coisa que está faltando em qualquer filme comercial nos dias de hoje. Acredito ainda que hoje, em pleno 2020, seria difícil achar astros do escalão de James Woods ou Debbie Harry para embarcar em uma ideia desta. Assistindo de novo recentemente depois de anos, diria que ele está ainda mais assustados agora. É meu amigos, demos passos demais para trás. Morte ao Videodrome! Viva a nova carne!