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terça-feira, 22 de julho de 2025

KIKA

Título Original: Kika
Diretor: Pedro Almodóvar
Ano: 1993
País de Origem: Espanha
Duração: 114min
Nota: 6

Sinopse: Quando o autor americano Nicholas traz uma cosmetologista chamada Kika para preparar o cadáver de seu filho recém-falecido, ela inadvertidamente reanima o jovem e se apaixona por ele. No entanto, forças conspiram contra o casal, pois Nicholas deseja Kika para si.
 
Comentário: O filme é legalzinho, mas eu sempre digo e repito: Pedro Almodóvar é muito melhor quando faz filmes simples, aqui ele tenta criar algo mirabolante demais, a narrativa perde a força que poderia ter e as situações meio estapafúrdias deixam o filme meio bobo em vários momentos. Verónica Forqué e Victoria Abril se destacam bastante e seguram o telespectador, os figurinos da jornalista Caracortada são talvez o ponto mais alto do filme. Muito abaixo de obras mais relevantes do diretor, a cena de estupro que tenta criar um ambiente de comédia acaba sendo meio tosca. Personagens interessantes mal aproveitados, mas que funcionam bem para passar o tempo. Podia ser bem melhor se fosse mais pé no chão. Acho que o diretor envelheceu como vinho em suas películas.

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

A LIBERDADE É AZUL

Título Original: Trois Couleurs: Bleu
Diretor: Krzysztof Kieslowski
Ano: 1993
País de Origem: França
Duração: 98min
Nota: 10

Sinopse: Julie é a esposa de um renomado maestro e compositor francês que morre em um desastre automobilístico com a filha do casal. A mulher, única sobrevivente da tragédia, vê-se na situação de ter que lidar com essas perdas e seguir sua vida.
 
Comentário: Vencedor do Leão de Ouro e de mais outros quatro prêmios no Festival de Veneza. Para mim, um dos filmes definitivos sobre o luto, Binoche está mais linda do que nunca e perfeita, a direção do Kieslowski também é maravilhosa. Me choquei ao perceber que já fazia mais de 15 anos que havia assistido, rever o filme depois de tudo o que passei até aqui foi mais catártico do que eu poderia imaginar. Tentar ir em frente depois de enterrar tanta gente é difícil, mas é o que resta como única opção. Da primeira vez que vi, lembro que não havia gostado da decisão de Olivier no final do filme, mas hoje entendo como ela é importante como mensagem. Filmes se modificam conforme nossas experiências de vida e eu acho isso maravilhoso. Trilha sonora icônica!

sábado, 11 de março de 2023

O CHEIRO DO PAPAIA VERDE

Título Original: Mùi Đu Đủ Xanh
Diretor: Anh Hung Tran
Ano: 1993
País de Origem: Vietnã
Duração: 104min
Nota:  7

Sinopse: Saigon, 1951. Mui, uma menina de dez anos, começa a trabalhar para uma família rica e influente. À medida que cresce, ela percebe que seu relacionamento com um pianista que admira desde a infância fica cada vez mais complexo.
 
Comentário: Vencedor do Câmera de Ouro no Festival de Cannes e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Um filme falado em vietnamita, que se passa e com atores do Vietnã, mas rodado inteiro na França, ou seja, com uma certa visão eurocentrista. O diretor foi educado na França, portanto é complicado embarcar na sua visão do Vietnã. O que vale o filme é sua qualidade técnica e a graciosidade da atriz Man San Lu, que interpreta a atriz principal quando garotinha. Não da para comprar o discurso "Você era como uma filha para mim" da dona da casa que manteve a "filha de coração" em condição de serva morando em um quartinho mixuruca de empregada. A sequência final fica meio perdida, o salto de 10 anos não ajuda o filme que perde vários fios que estavam indo muito bem. Vale pelas cenas lindíssimas da fotografia mais do que qualquer outra coisa.